ACIF considera acordo do Eurogrupo insuficiente

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A ACIF congratula-se com o acordo alcançado pelo Eurogrupo, divulgado na passada quinta-feira, dia 9 de abril, através do qual Portugal, enquanto estado membro da União Europeia, terá acesso a três pacotes de ajuda, designadamente: uma linha de crédito do mecanismo europeu de estabilidade, de 240 mil milhões, até ao limite de 2% do PIB de cada estado; um mecanismo de proteção dos trabalhadores, de 100 mil milhões de euros e uma linha de crédito para PME’s, junto do Banco Central Europeu, de 200 mil milhões.

 

Apesar de considerarmos que foi dado mais um passo significativo e de louvarmos a rapidez deste acordo, entendemos que o mesmo, através do qual Portugal poderá receber um empréstimo no montante de 4 mil milhões de euros, não será suficiente para ultrapassarmos todos os problemas económicos que o país enfrentará nestes próximos meses, decorrentes da paralisação da atividade empresarial.

 

Entendemos ainda que estas medidas são oportunas numa fase de proteção da economia,  mas não são suficientemente robustas para uma fase de relançamento, na qual será necessária uma intervenção concertada e solidária de toda a União Europeia.

 

Recorda-se que, apesar de ter ficado patente o acordo já conseguido entre todos os membros do Eurogrupo no sentido da criação de um fundo de recuperação para a economia europeia, também ficou publicamente claro que, o que consideramos ser a melhor solução quanto à forma de o financiar, i.e., a mutualização de dívida, parece uma hipótese bem remota, dada a oposição manifestada por alguns deles. E isto deixa-nos apreensivos.

 

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